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Você já ouviu falar em Pessach?



🇮🇱 Você já ouviu falar em Pessach?


A Festa de Pessach (do hebraico פסח, que significa passar por cima ou passar sobre) é a "Páscoa judaica", também conhecida como "Festa da Libertação", e celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito em 14 de Nissan do ano de 1446 a.C.


Todo ano, quando a lua cheia se impõe pela primeira vez após 21 de março, data que marca o equinócio e o começo da primavera no Hemisfério Norte, além dos aspectos geográficos, várias simbologias vêm à tona. Para os judeus, é o começo do Pessach.

Diferentemente da liturgia cristã, que rememora a ressurreição de Cristo, o Pessach relembra a libertação do povo judeu da escravidão no Egito, em 1200 a.C., bem como o início da identidade histórico-judaica. Na perspectiva agrícola, representa também a época da colheita da cevada e do fim das chuvas.


Enquanto, no cristianismo, comemora-se a Páscoa no domingo depois da primeira lua cheia de primavera, no Hemisfério Norte (no Hemisfério Sul, inicia-se o outono), no judaísmo, a comemoração se dá na primeira noite de lua cheia da primavera, que é o dia 14 do mês de Abib do calendário judeu.


Pessach é hoje uma festa central do Judaísmo e serve como uma conexão entre o povo judeu e sua história. Antes do início da festa, os judeus removem todos os alimentos fermentados (chamados chametz) de seus lares e os queimam. Não é permitido permanecer com chametz durante a Pessach. É proibido realizar qualquer trabalho depois de meio-dia de 14 de Nissan, ainda que um judeu possa permitir que um goy realize esse trabalho.


Pessach carrega uma série de simbolismos e rituais ligados à alimentação. No judaísmo, alimentos funcionam como porta de passagem para ritos das mais diversas origens, aproximando, por meio do comestível, os humanos às divindades.


A festa de Pessach é antes de tudo uma festa familiar, onde nas primeiras duas noites (mas somente na primeira noite em Israel) é realizado um jantar especial chamado de Sêder de Pessach. Neste sêder a história do Êxodo do Egito é narrada, e se faz as leituras das bençãos, das histórias da Hagadá, de parábolas e canções judaicas. Durante a refeição, come-se matzá (pão ázimo) e ervas amargas.


O Sêder de Pessach (do hebraico סדר, sêder) refere-se ao jantar cerimonial judaico em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel. O Sêder é realizado na primeira noite de Pessach em Israel e na primeira e segunda noites fora de Israel.

Os bolinhos de peixe (guefilte fish) e os enrolados de pão ázimo não podem faltar na celebração.


Durante os oito dias do Pessach, qualquer tipo de alimento fermentado tem seu consumo proibido. “Por esse motivo, a comida principal é o pão ázimo, também conhecido como matzá.” Sem fermento nem farinha branca em sua receita, tem textura de bolacha tipo cream cracker. No dia que antecede as comemorações, a família deve jejuar em homenagem aos primogênitos que não foram atingidos pela última das maldições egípcias.


Cada um dos alimentos empregados relembra a experiência que o povo judaico teve quando viveu no cativeiro do Egito, as 10 pragas impostas e os milagres divinos que os retiraram daquela situação.


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